A ansiedade nem sempre é levada a sério. Muitas vezes, é vista como exagero, drama ou simplesmente como algo que faz parte da vida. Com isso, seus sintomas podem ser negligenciados por bastante tempo. No entanto, vale destacar que ela é uma questão de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking mundial de países com o maior número de pessoas ansiosas.
O que é a ansiedade, afinal? De modo geral, ela faz parte da experiência humana e funciona como uma resposta natural do nosso sistema nervoso diante de situações percebidas como desafiadoras ou ameaçadoras, mesmo quando essas ameaças não são reais ou iminentes.
Em diversas circunstâncias, ela cumpre o papel importante de preparar o organismo para agir frente ao que está por vir, como em uma viagem esperada ou em uma reunião decisiva. Nessas horas, é natural sentir o pensamento agitado, o famoso “frio na barriga” ou alterações no sono.
O problema surge quando esse estado de alerta se torna frequente, intenso ou desproporcional ao contexto real, gerando sofrimento e prejuízo à qualidade de vida. É como se fosse preciso estar o tempo todo pronto para alguma coisa que ainda está por vir.
Como a ansiedade se manifesta
O sinal mais conhecido costuma ser a mente acelerada: a tentativa incessante de antecipar problemas, o excesso de preocupações, o pensamento voltado para o futuro e, em geral, com ideias catastróficas, trazendo a impressão de que algo de ruim estivesse continuamente prestes a acontecer.
Se você assistiu ao filme “Divertida Mente 2”, talvez se lembre da cena em que a personagem Ansiedade comanda uma cabine cheia de desenhistas, criando cenários problemáticos um atrás do outro na tentativa de encontrar soluções para tudo. É assim que a mente atua: ela tenta prever o incontrolável e perde a capacidade de vivenciar o momento presente.
Mas essa inquietação não fica restrita aos pensamentos. Frequentemente é pelo corpo que os primeiros sinais começam, muitas vezes bem antes de identificarmos a causa da preocupação. Você já parou para observar como a sua ansiedade se manifesta fisicamente?
Alguns sinais comuns incluem:
- Boca seca ou salivação alterada;
- Transpiração excessiva nas mãos ou no corpo;
- Coração acelerado (palpitações);
- Respiração curta, superficial e/ou aperto no peito;
- Tensão muscular (ombros, mandíbula, costas);
- Alterações no sono e/ou no apetite;
- Dificuldade para relaxar;
- Sensação constante de alerta ou cansaço após descansar.
Essas sensações não aparecem todas juntas e nem com a mesma intensidade. Vale reforçar que os sintomas funcionam como um convite para você desacelerar, compreender o seu contexto atual e buscar o autocuidado necessário naquele momento, prevenindo quadros de maior desgaste.
O papel da psicoterapia no manejo da ansiedade
Ansiedade é uma emoção que não controlamos, aprendemos a lidar! A Psicoterapia Individual pode te ajudar nesse cuidado.
No processo terapêutico você encontra um espaço seguro e acolhedor para compreender como a ansiedade se manifesta no seu dia a dia e quais gatilhos a desencadeiam. Na terapia trabalhamos para que você amplie a percepção sobre o que está vivenciando, desenvolva estratégias de autorregulação emocional e crie formas de lidar com a ansiedade e com as questões que lhe causam sofrimento.
Cuidar da saúde emocional é um ato de respeito consigo mesmo!
Se você identificou sinais e deseja construir um caminho com mais presença e equilíbrio, esse já é um passo importante.


